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Período de seca: dicas para não ter perdas nesse período do ano

Gado pastando em um campo seco e no sol.

As mudanças climáticas são aspectos que devem receber total atenção do profissional do agronegócio. Afinal, é um fator que influencia na produtividade e faz com que ele evite perdas no período de seca ou estiagem.

Neste caso, vamos focar na primeira opção. Ou seja, entender os principais cuidados que precisam ser tomados nessa época do ano. Desse modo, você verá as principais características, as piores consequências e como agir de maneira preventiva na escassez de água. 

Portanto, se deseja evitar cenários nocivos, continue conosco. Exploraremos questões bastante pertinentes que com certeza farão toda diferença na sua rotina rural. Se atente às informações dos nossos tópicos e tenha uma boa leitura!

O que caracteriza um período de seca?

Sem dúvidas, o período de seca impacta mais a rotina de pequenos e médios produtores. Afinal, é uma época do ano onde as chuvas apresentam uma má distribuição ou, simplesmente, não ocorrem. Fator que pode prejudicar o plantio e até enfraquece as parcerias comerciais. 

Assim como na estiagem, que consiste apenas em períodos reduzidos de chuva e que também chegam a causar impactos que podem afetar a produção, a seca é ainda mais danosa. Por isso, é interessante se preparar para ambos casos e apostar em soluções que não tragam prejuízo ao seu negócio.

Quando o período de seca acontece em cada região do Brasil?

Geralmente, o período de seca se inicia entre maio e junho e costuma terminar entre setembro ou outubro, em um cenário geral. Mas é difícil afirmar o mês ou duração exata de uma seca, pois ela se mostra de formas diferentes a cada ano. Isso porque a seca pode durar mais ou menos, afetar regiões em um período e no outro não aparecer e ter intensidades diferentes.

Para saber a situação atual da seca durante o ano, é importante acompanhar o site “Monitor de Secas”, uma iniciativa de várias instituições e pessoas ligadas aos Estados do Nordeste e do Governo Federal, em um sistema colaborativo e voluntário. Para exemplificar o trabalho, abaixo tem um comparativo de como foi a seca no mês de Abril em 2020 x 2021:

Monitor de secas
Imagem retirada do site Monitor de Secas.

Entretanto, o Nordeste é a região do Brasil que mais sofre. Uma vez que há períodos em que a ausência da chuva pode deixar o local mais vulnerável a propagação do fogo na vegetação.

Primordialmente, é uma condição que atinge o Polígono das Secas. Ou seja, algumas áreas dos estados nordestinos e também parte de Minas Gerais. Assim, a temperatura se eleva e ocorre a baixa umidade. 

Polígono das secas
Região atingida pelo Polígono das Secas.

Quais são os piores efeitos da seca nas culturas?

Além do baixo índice de água disponível, o período de seca prejudica o rendimento das lavouras. Em outras palavras, o profissional começa a produzir menos alimentos e conta com uma precificação mais elevada.

Além disso, o despreparo para enfrentar o período também pode causar sérias consequências financeiras, causadas pela perda inesperada daquela safra e de outros recursos utilizados nela.

Como não ter perdas de culturas em períodos de secas?

Os principais cuidados estão relacionados ao conhecimento da sua cultura, irrigação e armazenamento de água. Abaixo, as principais dicas para evitar perdas durante o período de seca:

Recorra à culturas mais resistentes

Algumas plantas se desenvolvem bem mesmo em períodos mais adversos, como na seca ou na estiagem. Sendo assim, uma alternativa é acompanhar o calendário de secas para ter um cultivo alternativo nesse período do ano.

A exemplo, entre as culturas que costumam ser opção, estão o sorgo, a acerola, a palma, o caju, o umbu, a forrageira, o azevém, o caruru-lameri e a buva.

Evite plantios tardios

Assim como algumas plantas são mais resistentes às mudanças climáticas, outras são mais sensíveis que o normal. Por isso, é importante evitar os plantios tardios, já que sua cultura pode não aguentar a seca, a estiagem ou outros estímulos que não são de sua época de cultivo.

Por exemplo, o plantio tardio da soja é desencorajado, porque o sistema radicular costuma ser menos profundo. Isso quer dizer que ela fica bem mais suscetível do que outras à evapotranspiração. Quando a soja é plantada na época correta, dá tempo suficiente para desenvolver a profundidade necessária das raízes para ser mais tolerante a um déficit hídrico.

Cuide das alturas das plantas

Atrelado ao tópico anterior, a altura das plantas tem relação com a época do plantio sim. Porém, esse fator também é determinado pelo estande — o número de plantas que estão alocadas por metro quadrado.

Em suma, em estandes mais extensos, a competição por água costuma aumentar, assim como a altura dessas plantas, o que tira parte de sua resistência para períodos de seca. Logo, idealmente, o cultivo pode ter plantas entre 60 e 80cm de altura para serem mais resistentes às crises hídricas.

Implemente um sistema de irrigação

Esse é um assunto bastante falado entre as discussões sobre o período de seca. Mas agricultores de pequeno e médio porte ainda possuem certa resistência em adquirir um sistema, muito por conta de valores e mão-de-obra.

Por isso, o mais importante a salientar aqui é que hoje em dia já existem sistemas de irrigação com ótimo custo-benefício. Com valores de compra bem mais acessíveis do que os métodos tradicionais, além de darem retorno rápido para o investimento.

Por exemplo, o sistema de irrigação autopropelido é a melhor opção hoje para pequenos e médios, sendo que ele não demanda nem obras para instalação. É um método totalmente móvel e adaptável facilmente para as condições de cada terreno.

Somado a isso, também é um sistema fácil de operar, necessitando apenas de uma pessoa para manejá-lo. Inclusive, uma pessoa com um pequeno trator já consegue operá-lo.

Tenha uma reserva de água

Para ficar mais seguro em períodos de seca muito extensos, é importante que você também tenha uma reserva boa de água em sua propriedade para não prejudicar a irrigação. Entre os mais usados aqui no Brasil, temos as seguintes opções:

💧 Cisterna calçadão: formada por um calçadão de cimento (com mais ou menos 200m²) para que a água da chuva seja direcionada para uma cisterna.

💧 Cisterna enxurrada: parecida com a anterior, mas é instalada na terra, com uma abertura para fora em formato de cone. Sendo assim, a “zona” que faz o recolhimento da água acaba sendo o próprio terreno.

💧 Barragem subterrânea: ideal para terrenos que formam riachos ou córregos durante o inverno. É feita a construção de uma vala forrada com lona, que prende a água da chuva e depois escoa para o subterrâneo, onde se formam poços.

💧 Poço: podem ser escavados manualmente, chamados de poços amazonas, e nesse caso não precisa de licenciamento do governo por serem pouco profundos. Ou poços tubulares, que são bem mais profundos (podem ir até 2 mil metros de profundidade) e, nesse caso, é necessária a autorização do governo.

Aqui no blog já trouxemos várias dicas sobre o uso do poço artesiano na irrigação. Fica o link acima para você saber mais sobre o assunto!

Conclusão

Neste artigo você conheceu os impactos causados pelo período de seca e como contorná-los. Por isso, foque em ações preventivas e invista na parceria com uma empresa que dispõe de um bom sistema de irrigação.

A IRRIGAT oferece soluções que ajudam a preservar a produtividade do seu plantio. Dessa forma, entre agora mesmo em contato conosco e eleve o diferencial competitivo do seu agronegócio!

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