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Geada no milho: como enfrentar esse fator climático sem perder o cultivo?

Geada no milho

A geada no milho é um dos acontecimentos climáticos que mais preocupam os agricultores no Brasil. Por ser um grão de clima tropical e gostar do calor, há sérias consequências que esse fator climático pode trazer para a safra.

Apesar do clima tropical no Brasil, as regiões mais ao sul sofrem com esse tipo de mudança climática em determinadas épocas do ano, que coincidem com períodos de safra do milho.

Vamos trazer um pouco mais desse assunto e algumas dicas de como proceder para diminuir os riscos nessa época tão danosa para o cultivo.

Regiões mais propensas a enfrentar a geada no milho

Apesar de ser um país tropicalizado, há regiões no Brasil que sofrem com temperaturas baixas no inverno. Geograficamente falando, as regiões mais ao sul do país, por serem mais próximas aos pólos e não ter tanta incidência de sol, ajudam a tornar o clima mais frio.

Com isso, os estados que mais sofrem são o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Sul de Mato Grosso e Sul do Mato Grosso do Sul. E o mais interessante é que são estas regiões onde se encontram os maiores produtores de milho do país.

Efeitos da geada no milho

Os efeitos da geada no milho vão depender diretamente do estágio de desenvolvimento da planta. Geralmente, o inverno brasileiro se dá entre os meses de Junho, Julho e Agosto.

Nos estágios iniciais de desenvolvimento, o qual denominamos de V1 e V2, a geada em si não traz grandes prejuízos, em vista que todas essas fases se dão sob o solo. Ou seja, tendo a disponibilidade hídrica e nutricional, haverá o desenvolvimento.

O mesmo não se pode dizer nos estágios V3 e V4, tendo em vista que com o congelamento das células da planta, a mesma não consegue realizar a fotossíntese e, assim, não pode gerar o próprio sustento.

Caso a planta consiga se desenvolver até o estágio das 6 folhas, mesmo com geada, haverá uma diminuição de 10% a 30% na produção, tendo em vista o período escasso em que houve privação da fotossíntese pelo congelamento parcial das folhas.

Se a mesma afetar a safra nos últimos dois estágios de desenvolvimento, no embonecamento e enchimento dos grãos, então são sérios danos na produção do próprio grão. Ou por afetar o seu desenvolvimento ou por queimá-lo.

Como minimizar os efeitos

Bom, aqui estamos falando de prevenção, tendo em vista que o fator não é uma questão que dependa do próprio agricultor.

O cultivo precoce do grão, anterior aos períodos de geada é uma resposta bem positiva, pois tende a dar o devido desenvolvimento em períodos de clima propício à planta. Não é a metodologia ideal, mas ajuda o produtor a minimizar seus danos econômicos.

Outra alternativa interessante é a adubação foliar com potássio, pois a mesma permite uma elevação do ponto de congelamento da seiva, o que gera uma resistência maior a planta.

Porém, com toda a certeza, a melhor dica a ser seguida é: apostar em irrigação. A safra bem irrigada aumenta o nível de umidade, o que altera o congelamento da planta. Além de que as gotículas de água são congeladas primeiro que a folha, a protegendo.

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