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Conheça os maiores fenômenos meteorológicos que afetam a agricultura

Conheça os principais fenômenos meteorológicos do Brasil!

Quem cuida de uma plantação sabe que o tempo pode ser aliado ou inimigo, principalmente quando não conseguimos prever o que está por vir. Por isso, é de extrema importância ficar de olho nas previsões e entender melhor sobre clima para tomar as melhores decisões na hora de plantar.

Pensando nisso, separamos aqui alguns dos fenômenos meteorológicos que mais afetam a agricultura atualmente para você, agricultor, ficar de olho e conseguir se programar. Continue lendo para saber mais!

O que é um fenômeno meteorológico?

Os eventos que ocorrem na nossa atmosfera relacionados ao clima e ao tempo são chamados de fenômenos meteorológicos. Geralmente eles têm origem natural, mas com o aumento da poluição, também acontecem em decorrência das ações humanas. Esses fenômenos são monitorados por equipamentos especiais e analisados por meteorologistas.

Conheça os principais fenômenos meteorológicos que afetam a agricultura

Chuvas e tempestades

As chuvas são fundamentais para qualquer produção e são distribuídas em três categorias:

  • Orográficas: que são geradas quando há um impedimento da massa de ar úmida por uma montanha;
  • Convectivas: que são as chuvas decorrentes de altas temperaturas;
  • Frontais: ocorrem pelo choque de uma massa de ar fria com uma massa de ar quente.

Porém, com as mudanças climáticas a intensidade e a frequência das chuvas estão se tornando cada vez maiores. Apesar de ser um fenômeno meteorológico natural simples de se prever, ainda pode causar grandes perdas para a produção. Por exemplo, enquanto o trigo sofre com o excesso de água, o complexo hortifrutigranjeiro é impactado com a falta.

Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a expectativa para o verão de 2021 é de chuvas frequentes em praticamente todo o país, com exceção do extremo sul do Rio Grande do Sul, leste da região Nordeste e a faixa nordeste de Roraima, onde geralmente o total de chuva é inferior a 400 mm. Volumes mais altos de precipitação devem ser observados sobre as regiões Norte e Centro-Oeste, com totais na faixa entre 700 mm e 1.100 mm.

Estiagem e secas

A época de estiagem é um período comum em qualquer região, porém em decorrência das alterações climáticas e aquecimento global elas tem se tornado mais prolongadas e prejudiciais, muitas vezes este período sem chuva vem acompanhado de ondas de calor, onde as temperaturas máximas diárias ficam acima de 32°C e são responsáveis pela queda da produção agrícola. Em decorrência disso, especialistas aconselham aos agricultores optarem por culturas mais propícias a climas secos ou que aguentem grandes períodos de estiagem mais facilmente.

Já a seca em si é um estágio mais avançado da estiagem, em que não chove há meses e a produção é quase totalmente comprometida se o agricultor não possuir medidas de prevenção. Um outro evento climático extremo associados ao aumento da temperatura global que podem afetar o setor agrícola são os veranicos, que se caracterizam por um período de estiagem acompanhado por calor, forte insolação e baixa umidade relativa em plena estação chuvosa ou em pleno inverno e que pode resultar em maior necessidade de irrigação.

Fenômenos enos

Esse fenômeno consiste do aquecimento ou resfriamento das águas do oceano Pacífico Equatorial, promovidos pelas duas famosas variações: El Niño (águas mais quentes) ou La Niña (águas mais frias). Ele impacta no regime de chuvas e no regime térmico também. No Brasil, as regiões mais afetadas por eles são a parte nordeste e leste da Amazônia (na faixa tropical) e a região Sul (na faixa extratropical).

El Niño

Como dito acima, o El Niño causa o aquecimento das águas do oceano, o que pode gerar períodos mais chuvosos e o aumento da temperatura diária. Porém em cada região do país ele terá um impacto:

  • Regiões Norte e Nordeste: Aumento da temperatura, secas, redução de chuvas e um maior risco de incêndio no Norte;
  • Centro-Oeste: Temperatura elevada e irregularidade nas chuvas;
  • Regiões Sul e Sudeste: Aumento da temperatura média e no Sul precipitações mais abundantes.

La Niña

Já a La Niña tem o efeito contrário ao do El Niño, com o resfriamento das águas do Pacifico e tende a favorecer culturas de inverno. Seus efeitos nas regiões do Brasil são:

  • Regiões Norte e Nordeste: Intensificação das chuvas, o que pode favorecer a agricultura, mas também causar alagamentos em áreas litorâneas e de rios;
  • Centro-Oeste: Tendências maiores de ocorrência de estiagem;
  • Sudeste: Por ser uma área de transição é difícil prever mudanças para esta região;
  • Sul: Ocorre a falta de chuvas, principalmente nos meses de junho, julho e agosto.

Viu como é importante saber sobre fenômenos meteorológicos para garantir que sua safra seja produtiva? Por isso, conte com parceiros que te ajudem a prevenir perdas.

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